O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD) lembrou nesta terça-feira, 18, que os cafeicultores do Norte Pioneiro foram os primeiros produtores do Paraná a conquistar a certificação de IG (Indicação Geográfica) do Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial). A produção cafeeira da região é o principal destaque na 15ª Ficafé (Feira Internacional de Cafés Especiais) e a 1ª Feira Sabores que começa nesta terça-feira e segue até quinta-feira, 20, em Jacarezinho.
O primeiro registro que atesta a qualidade da produção agrícola estadual foi concedido em setembro de 2012. “O que todos já sabiam, se tornou efetivamente reconhecida: a qualidade da produção do Norte Pioneiro. Primeiro com o café, depois com a goiaba e, mais recente, com o morango. Hoje os produtos da região têm valor agregado. Somos o maior produtor de frutas do Paraná, o que traz muito orgulho a todos nós pés vermelhos”, disse o deputado.

Com a obtenção do registro de IG, diz Romanelli, os produtos do Norte Pioneiro têm maior competitividade, tanto no Paraná quanto no Brasil e até no exterior. E reforça que a certificação é uma garantia de procedência e um meio de agregar valor a quem produz, além de aumentar a competitividade. “E a goiaba reforça e atesta que o produto paranaense é de excelente qualidade e tem competitividade no mercado internacional, chegando a vários consumidores em outros continentes”, completa.
Produção — Em setembro de 2012, cafeicultores de 45 municípios do Norte Pioneiro foram os primeiros no Estado a obter o selo do Inpi. Depois, em 2017, a goiaba de Carlópolis recebeu esse reconhecimento, com a conquista do selo de Indicação Geográfica.
O consultor Odemir Capello, do Sebrae no Norte Pioneiro, explica que são necessários vários aspectos, avaliados pelo Inpi, para a emissão da certificação. Segundo ele, o órgão não confere o selo a um produto de má reputação. “Tem que trabalhar para melhorar a reputação, a sustentabilidade da produção, sem trabalho escravo, e a parte de defensivo tem que estar de acordo com o que a Anvisa. É preciso que o produto já seja reconhecido, tenha notoriedade”.
O professor Oriel Tiago Kölln, do curso de agronomia e coordenador do programa de mestrado em agronomia da Uenp considera que a IG como uma grande vantagem no processo de comercialização da produção. “O selo é uma grande conquista. Quando se unem os produtores e alguns setores produtivos e conseguem concentrar esforços sobre um objetivo (associativismo ou cooperativismo), é o que de melhor a agricultura tem feito. O selo é uma grande conquista e terem se unido é outra grande conquista. Todos ganham em relação aos lucros dessa venda”, reforça.

Paraná – Em todo o Brasil, há 103 registros de Indicação Geográfica, 71 deles de procedência (todas nacionais) e 32 denominações de origem (23 nacionais e nove estrangeiras).
No Paraná são dez produtos com Indicação Geográfica, três deles do Norte Pioneiro: o morango, os cafés especiais e a goiaba de Carlópolis. Os outros sete são o queijo de Witmarsum, as uvas finas de Marialva, o mel do Oeste, o mel de Ortigueira, a bala de banana de Antonina, a erva-mate de São Mateus do Sul e o melado batido e melado escorrido de Capanema.
Também estão em análise no Inpi os vinhos de Bituruna, o barreado do Litoral e a cachaça de Morretes.